O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), André Chagas, estima que a inflação na cidade de São Paulo deverá fechar novembro em 0,42%, depois da taxa de 0,37% apurada em outubro. Em entrevista nesta terça-feira, 4, à imprensa, ele disse que os grupos que integram o índice deverão ter taxas próximas às registradas no décimo mês, mas que a incerteza é quanto ao impacto da estiagem prolongada, especialmente sobre os preços dos alimentos in natura.

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“A dúvida fica sempre relacionada aos in natura. Vai depender muito do comportamento dos preços do tomate, das frutas… De quanto o consumidor irá referendar esses aumentos”, avaliou.

A expectativa da Fipe é que o grupo Alimentação fique com variação de 0,74% em novembro ante 0,85% em outubro; de 0,32% para Habitação (ante 0,38%); previsão de 0,19% para Transportes (ante 0,07%); de 0,55% para Despesas Pessoais (ante -0,12%); de 0,37% para Saúde (ante 0,44%); de 0,32% para Vestuário (ante 0,37%); e de 0,07% para Educação (ante 0,21%).

Já para o grupo Transportes, Chagas disse aguardar inflação de 0,19% no 11º mês de 2014, após 0,07% em outubro. O economista ressaltou que a expectativa para esta classe de despesa assim como a estimativa de alta de 0,42% para o IPC de novembro ainda não levam em consideração um eventual reajuste dos combustíveis nos próximos dias.

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O economista, por enquanto, trabalha com um aumento da gasolina da ordem de 5%. Se a alta for confirmada agora, teria um impacto de 0,10 ponto porcentual no IPC de novembro, que iria a 0,52%.

Chagas disse que a revisão de baixa no IPC fechado deste ano, de elevação de 5,50% para 5,32% também não considera um possível reajuste do combustível. Se o aumento estimado, de 5%, for confirmado, eventualmente o IPC tende a terminar 2014 em 6,50% – exatamente no teto da meta estipulado para o IPCA, índice oficial de inflação do País.

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Ele argumentou que a redução na previsão se deve ao fato de que não espera que o IPC feche dezembro em 0,9%, como aconteceu no último mês de 2013, mas sim mais perto de 0,7%. “Teria de vir em 0,9% pra fechar em 5,50%. Como isso não acontece há muitos ‘dezembros’…”