O governo concluiu a votação da medida provisória do trem-bala, com a aprovação no Senado, por 44 votos a 17, do projeto de conversão à proposta que autoriza a União a oferecer garantia de um empréstimo de até R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao consórcio construtor do trem de alta velocidade (TAV).

A matéria segue para sanção presidencial. Relatora da MP, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) informou que o valor total da construção é da ordem de R$ 35 bilhões.

No seu discurso de 13 páginas, Marta reconheceu que “alguns podem questionar a prioridade deste projeto frente à necessidade de investimentos em outras obras de transportes”.

Em resposta, alegou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também favorece setores do País, como moradia, saneamento ambiental e transporte urbano.

“Portanto, o trem de alta velocidade não é um projeto isolado, mas parte de grandes investimentos que visam garantir as condições para que nosso País possa fazer frente aos desafios deste século”, alegou.

Como a validade da MP termina domingo, os senadores ficaram impedidos de alterar o texto. Se o fizessem, o prazo extrapolaria antes de ser reexaminada pelos deputados.

O leilão do trem-bala já foi adiado duas vezes. O primeiro adiamento foi anunciado em novembro do ano passado e o segundo na semana passada. Pelo novo cronograma, as empresas interessadas em participar da disputa terão que apresentar suas propostas no dia 11 de julho. O leilão, propriamente, acontecerá em 29 de julho.