Economia

Fim da escala 6×1 pode elevar preços de planos de saúde e serviços

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

Empresas e associações alertam que o fim da escala 6×1, em discussão no Congresso Nacional nesta quinta-feira (2), deve elevar custos operacionais em setores essenciais como saúde e segurança. O impacto financeiro deve ser repassado ao consumidor final através do aumento de preços e serviços. As informações são da Gazeta do Povo.

Hospitais e clínicas operam 24 horas por dia. Se a escala 6×1 acabar, essas instituições precisarão contratar mais funcionários ou pagar mais horas extras para garantir que o atendimento não pare. A Associação Nacional de Hospitais Privados afirma que isso deve elevar os custos de toda a cadeia, o que deve resultar em mensalidades mais caras para os planos de saúde familiares e empresariais.

Empresas de segurança, vigilância e limpeza urbana projetam uma alta de pelo menos 20% nos custos. Como essas atividades dependem de presença constante, a redução da jornada sem redução de salário cria um buraco nas escalas de trabalho. A tendência é que os contratos de prestação de serviços sejam reajustados para cobrir esse novo gasto trabalhista.

A Confederação Nacional dos Transportes estima um impacto de R$ 28 bilhões. O setor logístico, que já sofre com a falta de motoristas, precisaria de novas contratações para manter o fluxo de entregas. Se o custo do frete sobe, o preço de quase tudo o que é transportado, como alimentos e remédios, acaba subindo também, gerando o que os economistas chamam de inflação generalizada.

A Confederação Nacional da Indústria projeta que o impacto nos preços gerais pode chegar a 6,2%, com os alimentos subindo cerca de 5,7%. No total, as empresas brasileiras teriam que desembolsar entre R$ 178 bilhões e R$ 267 bilhões para adaptar suas equipes à nova jornada, um valor que as entidades afirmam ser impossível de absorver sem repassar ao consumidor.

Entidades como a CACB argumentam que a PEC eleva o custo do trabalho por decreto. Na visão desses empresários, como o consumidor final é, em grande parte, o próprio trabalhador, o ganho de tempo livre pode ser anulado pela perda do poder de compra, já que os preços de serviços básicos e produtos de consumo diário tendem a subir para equilibrar as contas das empresas.

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