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Economia

Fila de caminhões rumo ao Porto chega a 100 km

  • Por Olavo Pesch
Caminhões repetem o que vem
acontecendo todos os anos.

A fila de caminhões carregados com soja rumo ao Porto de Paranaguá voltou a crescer no último final de semana e ontem já estava na Região Metropolitana de Curitiba, com aproximadamente cem quilômetros de extensão. Mais de 4 mil caminhões estavam parados no acostamento das rodovias, na maior fila desde o início do escoamento da safra 2002/2003. Segundo informações das Polícias Rodoviária Federal e Estadual, a fila começava no quilômetro 3 da BR-277, no pátio de triagem do Porto, passando pelos contornos Leste e Sul e se estendendo até a entrada da Cidade Industrial de Curitiba. No início da noite, o fluxo de caminhões continuava aumentando, e a fila se aproximava da BR-277 em direção a Ponta Grossa.

O tempo chuvoso e o grande fluxo de caminhoneiros autônomos foram as justificativas da direção do Porto para o aumento da fila. Com as chuvas que caíram em Paranaguá nas últimas noites, o embarque dos navios foi suspenso diversas vezes, já que o carregamento é feito ao ar livre. Apesar do sistema informatizado Carga On Line permitir às cooperativas acompanhar em tempo real a movimentação no Porto e programar o envio de caminhões, a assessoria do Porto informou que muitos caminhoneiros autônomos estão se dirigindo a Paranaguá para comercializar os grãos. Só que os silos estão lotados. Em conseqüência, o pátio de triagem também está com a capacidade máxima, de 1.200 caminhões.

No último final de semana, 1.300 caminhões descarregaram por dia nos terminais graneleiros. No ano passado, a média diária nos sábados e domingos era de 800 caminhões. Os autônomos chegam a ficar quatro dias no pátio de triagem até conseguir vender a soja dos pequenos produtores do interior do Estado. De primeiro de janeiro até anteontem, 68.812 caminhões já descarregaram no Porto, contra 49.770 no mesmo período de 2002.

Apesar dos problemas climáticos e operacionais, o embarque dos navios por enquanto está obedecendo aos contratos, informou a assessoria de imprensa do Porto, ressalvando que a continuidade da chuva pode atrasar as operações e aumentar a fila de caminhões. Ontem havia 23 navios ao largo para carregar soja, cinco para farelos e um para óleo de soja. Só de soja em grãos, a carga ultrapassa um milhão de toneladas. Três navios carregavam soja e um, farelo.

Até as 7h de ontem, o volume de soja em grãos embarcado por Paranaguá era 36,36% maior que em igual período do ano passado: 780 mil contra 572 mil toneladas. A quantidade de farelos de soja ainda estava um pouco menor (859 mil ante 888 mil toneladas), mas a carga de óleo de soja mais que dobrou (de 123 mil para 250 mil toneladas).

R$ 190 milhões para ampliar cais

O Porto de Paranaguá (PR) vai obter R$ 190 milhões do governo federal para as obras de ampliação do cais em 820 metros no lado oeste, entre outros projetos. A informação foi divulgada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

O superintendente da Appa, Eduardo Requião, tratou do assunto em Brasília no dia 20, em reunião com o vice-presidente da República, José Alencar. O projeto foi paralisado porque o Ministério dos Transportes vai rever todos os contratos da pasta.

Segundo a Appa, o processo de licitação para a ampliação do cais será retomado em abril. De acordo com a superintendência do porto, foram apresentados a Alencar os projetos para 2003: reativação do terminal público de contêineres, instalação de zona alfandegada, melhorias nas vias de acesso ao Porto, dragagem no Canal da Galheta e no Canal do Porto de Antonina e a criação de terminal público de granéis líquidos no Porto de Antonina.

Principal canal de escoamento da safra brasileira de grãos, o porto de Paranaguá movimentou 28,8 milhões de toneladas de carga em 2001, 35% a mais do que em 2000.

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