A diretora executiva jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luciana Nunes Freire, avaliou que o Brasil está atrasado na liberdade de negociação trabalhista. Com base em um estudo do Banco Mundial, ela sinalizou que o engessamento da legislação do trabalho é uma das causas do alto desemprego no País. Por isso, a executiva diz que a Fiesp apoia totalmente a reforma em tramitação no Senado.

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“Há pontos da reforma que poderiam ser melhorados, mas preferimos apoiar o texto para que seja votado com celeridade. Porque quanto menos regulamentação, maior empregabilidade”, disse em evento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) que discute o tema.

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Segundo ela, uma pesquisa da Fiesp mostra que 77% dos empresários avaliam que uma maior segurança jurídica contribuiria para aumentar as contratações. De acordo com a pesquisa, somente a aprovação final da medida criaria cerca de 170 mil postos de trabalho na indústria do Estado. “Mesmo com a crise atual, os empresários se disseram dispostos a contratar cerca de 10% do volume atual de empregados do setor paulista por causa da maior segurança jurídica”, disse ela ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Luciana listou vários avanços da reforma em sua avaliação, como a criação do contrato intermitente, que dará direitos aos empregados que não trabalham em turnos formais. A jornada intermitente permite contratar empregado e o funcionário só trabalhará e será remunerado caso a empresa o convoque com três dias de antecedência. Outro avanço é a demissão de comum acordo, que hoje é proibida pela lei, mas ocorre com bastante regularidade, disse ela.

A executiva também criticou o argumento daqueles que são contrários à reforma que dizem que o projeto está sendo votado de forma muito rápida, atropelando a legislação trabalhista. “A proposta passou de forma célere, mas foi bastante discutida com todas as partes em 20 audiências públicas.” Ela ainda refutou a crítica de que o projeto vai acabar com os sindicatos. “O ponto central da prevalência da negociação depende do sindicato.”