A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) responsabilizou diretamente o presidente Lula e sua condução diplomática pela aplicação de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros anunciadas na quarta-feira (15). A entidade afirmou que ruídos diplomáticos e críticas personalistas do governo brasileiro minaram a relação bilateral com os Estados Unidos. As informações são da Gazeta do Povo.
Em nota assinada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a federação criticou a opção do governo por desalinhamento político com Washington em um momento de sensibilidade econômica mundial. Skaf classificou a postura como tendo objetivo político-eleitoral, referindo-se aos vínculos de mais de 200 anos de cooperação bilateral entre Brasil e EUA.
O coordenador nacional da campanha de reeleição de Lula, Marco Aurélio de Carvalho, rebateu a nota da Fiesp e a classificou como vergonhosa. Carvalho acusou Skaf de instrumentalizar a entidade e dar força aos americanos contra a soberania nacional.
O governo brasileiro emitiu nota atribuindo a imposição das tarifas a um enredo construído com a colaboração da família Bolsonaro, a quem chamou de falsos patriotas movidos por objetivos eleitoreiros. O texto afirmou que proteger a soberania está acima de partidos e tendências políticas.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contestou a versão do governo brasileiro. Rubio declarou que Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e que as tarifas são o preço por isso. A oposição passou a utilizar a manifestação de Rubio nas redes sociais para criticar o presidente.
