A pressão no mês de junho no Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), veio de Serviços e de Mão de Obra. No geral, o indicador registrou alta de 1,96% em junho ante 1,24% em maio. O grupo Mão de Obra apresentou variação de 3,24% neste mês ante 1,88% em maio. A aceleração, segundo a FGV, foi consequência das datas-base ocorridas em São Paulo e Brasília, cujas taxas passaram de 3,45% para 6,18%, e de 0,00% para 5,28%.

Também exerceu influência positiva no INCC-M o índice correspondente a Serviços, que passou de uma taxa de 0,19%, em maio, para 0,71%, em junho, com destaque para o subgrupo vale-transporte, cuja variação passou -0,40% para 2,24%.

O índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,54% ante 0,65% em maio, com destaque para o decréscimo em materiais para a estrutura, que foi de 0,98% em maio para 0,62% em junho.

Entre as maiores influências positivas no INCC-M de junho estão ajudante especializado (de 1,18% em maio para 3,56% em junho), servente (de 2,51% em maior para 2,97% em junho), pedreiro (de 1,99% para 3,44%), carpinteiro – fôrma, esquadrias e telhado (de 2,35% para 3,51%) e engenheiro (de 1,13% para 2,72%). Já entre as maiores influências negativas, a FGV destaca tinta a óleo (de -0,04% para -0,42%) e produtos de fibrocimento (de 0,67% para -0,06%).