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Economia

FGV prevê recuperação no segundo semestre

  • Por Redação O Estado Do Paraná

São Paulo – A Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) e o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, divulgaram ontem um cenário positivo sobre as perspectivas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Denominado GV Prevê, a análise indica a retomada do crescimento econômico, principalmente a partir do segundo semestre deste ano.

“O cenário sugere recuperação da economia a partir do segundo trimestre de 2003, apesar da guerra no Iraque e da preocupação com os números da inflação”, destaca o estudo. O economista da FGV/Ibre, Alberto Furuguem, disse que o governo tem grandes chances de implantar as reformas necessárias ao desenvolvimento do País. “O governo do ex-presidente FHC teve opção de empurrar com a barriga algumas dessas reformas, tais como a tributária, aumentando a arrecadação.” E continuou: “Já o presidente Lula não tem essa possibilidade, portanto, acredito que ele vá lutar ferozmente para aprovar as reformas que necessita.”

Para Furuguem, a economia brasileira deverá fechar o ano com um crescimento em torno de 2%. Essa projeção já leva em conta o cenário de guerra no Iraque. Para o professor, a não ser que ocorra uma grande desaceleração na economia mundial, o crescimento brasileiro em torno de 2% não está descartado.

Mesmo com o quadro de guerra prolongado, professores que elaboraram a 6.ª edição do GV Prevê, apostam em um cenário econômico positivo para o Brasil. Na visão do cientista político e professor do Departamento de Fundamentos Sociais e Jurídicos da Administração da FGV-EAESP, Kurt Von Mettenheim, o Brasil pode se transformar num país alternativo aos investidoras estrangeiros neste cenário de guerra. Para ele, os investidores internacionais consideram o Brasil uma grande plataforma de comércio global, com potencial mercado interno e até mesmo como “abrigo” em tempos de instabilidade mundial.

O cenário positivo elaborados pelos professores da FGV só não se concretiza, se as reformas não forem aprovadas. Mas essa perspectiva (de não aprovação das reformas) não está sendo levado em conta na FGV com base na capacidade de negociação que Lula vem demonstrando.

De acordo com Mettenheim, até o momento o presidente vem conseguindo costurar os apoios necessários no Congresso Nacional inclusive com os partidos de oposição. “Ao contrário do que ocorria no governo FHC, onde éramos surpreendidos por pacotes e medidas de impactos, o governo Lula vem negociando gradualmente suas propostas e chegando a um consenso através de coalizão. E isso reforça a idéia de que ele conseguirá aprovar gradualmente as reformas que necessita.” Além da previsão de crescimento do PIB em torno de 2%, a FGV estimam que a equipe econômica do governo Lula vai manter a inflação sob controle.

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