FGV: IPC-S de janeiro em SP foi o maior em 7 anos

A inflação em janeiro na cidade de São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) foi a mais intensa dos últimos sete anos. A informação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. Ele fez a avaliação com base no resultado do IPC-S de até 31 de janeiro na cidade, anunciado hoje, e que subiu 1,75%.

Ao se comparar os resultados de fechamento do IPC-S em todas as quartas quadrissemanas do mês em São Paulo, é possível perceber que o aumento divulgado hoje só perde para o IPC-S da última quadrissemana de janeiro de 2003, que subiu 2,49% na capital. “Como o fechamento do IPC-S representa o cenário da inflação no mês, podemos dizer que o mês de janeiro contou com a mais intensa elevação de preços desde 2003 em São Paulo”, concluiu.

De acordo com o economista, o primeiro mês do ano contou com pressões intensas de preços na capital paulista, como a de reajustes nos preços de tarifa de ônibus urbano e de mensalidades escolares. Por isso, os maiores impactos na inflação do varejo em São Paulo, em janeiro, foram tarifa de ônibus urbano (15,71%) e cursos formais (5,34%). “Captamos, no final do mês, o auge do impacto destes reajustes na inflação do varejo em São Paulo”, explicou. Além disso, o técnico comentou que os preços de alguns alimentos in natura continuaram em alta em São Paulo, ao término do mês, devido a problemas climáticos, como fortes chuvas que prejudicaram a oferta de itens no mercado interno. É o caso de aumentos de preços detectados em frutas (5,73%).

Porém, os aumentos de preços que puxaram para cima a inflação do varejo em São Paulo no primeiro mês do ano não devem se repetir em fevereiro. Braz explica que os reajustes de mensalidades escolares e de ônibus urbano já foram captados pelo IPC-S. Além disso, o técnico comenta que o ritmo de aceleração nos preços de alguns alimentos in natura começa a perder força em São Paulo. Ele cita como exemplo a taxa de elevação de preços em hortaliças e legumes, que embora tenha sido de 3,82% na última quadrissemana do mês, já havia sido mais intensa, de 4,82%, na quadrissemana anterior.

“Em fevereiro podemos esperar um cenário menos pressionado de preços no IPC-S, tanto em São Paulo como no resultado geral do índice”, disse, lembrando que a capital paulista é a de maior peso no cálculo do indicador, que usa como base as variações de preços em sete das principais capitais do País.

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