A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) voltou a acelerar. É o que informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao anunciar alta de preços de 0,92% para o indicador apurado até a quadrissemana encerrada em 7 de janeiro deste ano. O resultado ficou acima do IPC-S imediatamente anterior, referente à quadrissemana finalizada em 31 de dezembro do ano passado, quando houve alta de 0,72%.

De acordo com a FGV, das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S, quatro apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, do indicador de até 31 de dezembro para o índice de até 7 de janeiro. Os aumentos mais intensos nos preços de Educação, Leitura e Recreação (de 0,37% para 1,46%) e de Alimentação (de 1,43% para 1,68%) foram determinantes para a taxa maior do IPC-S.

O grupo Educação começou a ser pressionado por elevações nos preços de cursos formais (1,93%), que começam a ser reajustados nesta época do ano. Já a inflação dos alimentos foi influenciada pela aceleração nos preços de hortaliças e legumes (de 0,33% para 4,55%), cuja oferta está sendo prejudicada por problemas climáticos, característicos desta época do ano.

Outros dois grupos também apresentaram aceleração de preços no mesmo período. É o caso de Transportes (de 0,59% para 0,91%) e de Despesas Diversas (de 0,51% para 0,72%). Porém, três classes de despesa apresentaram desaceleração de preços no período. É o caso de Vestuário (de 0,80% para 0,70%), Daúde e Cuidados Pessoais (de 0,53% para 0,47%) e Habitação (de 0,29% para 0,24%).

Entre os produtos pesquisados pela FGV, as mais expressivas altas de preços foram apuradas em tomate (28,03%), cenoura (31,01%) e tarifa de ônibus urbano (0,84%). Já as maiores quedas de preços foram registradas em limão (baixa de 18,61%), feijão carioquinha (recuo de 15,78%) e batata-inglesa (queda de 7,32%).