A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) foi de 0,83% na quadrissemana encerrada em 15 de abril (segunda prévia do mês), segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado indica uma desaceleração de 0,06 ponto porcentual ante a taxa de 0,89% registrada na primeira prévia do mês.

Das sete classes de despesas usadas para cálculo do IPC-S, a principal contribuição para a taxa menor registrada pelo IPC-S partiu do grupo Alimentação, cuja variação passou de 1,50% para 1,10% no período. Dos 21 itens componentes do grupo Alimentação, que tem forte peso no indicador, 13 apresentaram reduções em suas taxas. O destaque, segundo a FGV, ficou com os itens hortaliças e legumes (de 8,86% para 5,83%), frutas (de 0,56% para -1,02%) e pescados frescos (de 4,77% para 4,49%).

O grupo Habitação apresentou a mesma taxa de variação apurada na semana anterior, de 0,35%. O aumento no salário da empregada doméstica mensalista (de 1,06% para 1,20%) foi o que mais influenciou o grupo para cima, enquanto aluguel residencial (de 0,39% para 0,16%), o que mais pressionou no sentido contrário.

As demais classes de despesa do IPC-S continuaram em aceleração, com aumentos registrados nos grupos de Transportes (de 1,49% para 1,71%), Despesas Diversas (de 0,16% para 0,34%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,34% para 0,48%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,73% para 0,81%) e Vestuário (de 1,03% para 1,08%). Segundo a FGV, os destaques para cada uma destas classes de despesa foram gasolina (de 2,66% para 3,76%), cigarro (de 0,33% para 1,00%), passagem aérea (de 2,65% para 4,99%), medicamentos em geral (de 0,76% para 1,29%) e roupas femininas (de 1,08% para 1,73%), respectivamente.