A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) perdeu força, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice registrou alta de preços de 0,36% até a quadrissemana encerrada em 7 de junho (primeira prévia do mês), o que indica uma desaceleração ante a taxa de 0,51% apurada na prévia imediatamente anterior, de até 31 de maio.

Segundo a FGV, a taxa de 0,36% foi a menor para o índice desde a segunda quadrissemana de setembro de 2010, quando o IPC-S apontou alta de preços de 0,31%. Quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S apresentaram desaceleração ou queda de preços entre a quarta quadrissemana de maio e a primeira prévia de junho.

Entre os destaques estão as movimentações de preços dos grupos Alimentação (de 0,47% para 0,25%) e Transportes (de 0,01% para -0,48%). Estas duas classes de despesa foram beneficiadas por desacelerações e taxas negativas de preços em itens de peso no cálculo da inflação do varejo. É o caso de hortaliças e legumes (de 3,08% para 1,92%) e gasolina (de 0,75% para -1,26%), respectivamente.

Os outros grupos que também apresentaram decréscimo em sua taxa de variação de preços, da última quadrissemana de maio para a primeira prévia de junho, foram Habitação (de 0,83% para 0,75%) e Vestuário (de 0,71% para 0,58%).

Por ouro lado, dois grupos apresentaram aceleração de preços no mesmo período: Educação, Leitura e Recreação (de 0,19% para 0,33%) e Despesas Diversas (de 0,19% para 0,21%). Já o grupo Saúde e Cuidados Pessoais manteve a mesma taxa de elevação de preços no período (0,60%).

A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-S de até 7 de junho, os aumentos mais intensos foram apurados em tomate (18,32%), taxa de água e esgoto residencial (2,50%) e aluguel residencial (0,92%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas nos preços de álcool combustível (queda de 13,72%), batata-inglesa (recuo de 9,01%) e laranja-pera (baixa de 15,54%).