A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerrou 2010 em 11,30%, a mais forte alta anual de preços desde 2004, quando o indicador atingiu 12,14%. A taxa, anunciada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi bem diferente da apurada em 2009, quando o indicador, criado na década de 1940, encerrou em deflação pela primeira vez em sua história, com queda de 1,43%.

O resultado de 2010 ficou perto do piso das projeções dos analistas, que apostavam em uma taxa positiva de 11,29% a 11,66%. A mediana das previsões estava em 11,46%. O desempenho mensal do indicador, no entanto, mostrou desaceleração. De novembro para dezembro, a taxa de inflação passou de 1,58% para 0,38%. O resultado do mês também ficou próximo do piso das estimativas dos analistas, que esperavam de 0,37% a 0,70%. A mediana das previsões para dezembro apontava inflação de 0,53%.

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI, o Índice de Preços do Atacado – Disponibilidade Interna (IPA-DI) subiu 0,21% em dezembro, ante avanço de 1,98% em novembro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor – Disponibilidade Interna (IPC-DI) teve aumento de 0,72% em dezembro, ante elevação de 1,00% em novembro. Já o Índice Nacional do Custo da Construção – Disponibilidade Interna (INCC-DI) subiu 0,67% em dezembro, ante alta de 0,37% em novembro. Embora não seja mais usada para reajustar as tarifas de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é utilizada como indexadora das dívidas dos Estados com a União.