O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, aprofundou sua trajetória de queda e mostrou recuo de 1,2% em maio ante abril, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês passado, o indicador havia caído 1,1% em relação a março. A queda em maio foi a quinta consecutiva e o índice já acumula retração de 4% em 2011.

Os dados atualizados do índice mostram que, na passagem de abril para maio, o indicador caiu de 111,2 pontos para 109,9 pontos, na série com ajuste sazonal. Este foi o menor nível apurado para a confiança da indústria desde novembro de 2009, quando o ICI atingiu 109,6 pontos.

O ICI é um indicador cujo cálculo é baseado em cinco tópicos da Sondagem da Indústria. A partir das respostas destes tópicos, a FGV elabora o resultado do índice dentro de uma escala que vai até 200 pontos. O desempenho do indicador é de queda ou de alta se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.

O ICI possui dois componentes: o Índice da Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativas (IE). O ISA teve queda de 1,7% em maio, após subir 0,4% em abril, na série com ajuste sazonal. Já o IE apresentou taxa negativa de 0,6% este mês, após cair 2,4% no mês passado.

Na comparação com maio do ano passado, o ICI apontou queda de 4,8% neste mês, um recuo mais forte que a taxa negativa de 3,4% apurada em abril, na mesma base de comparação, considerando os dados sem ajuste sazonal. Ainda na comparação com maio do ano passado, houve quedas de 6,2% e de 3,4%, respectivamente, para o ISA e para o IE. O levantamento para cálculo do índice ocorreu entre os dias 3 e 26 de maio, em uma amostra de 1.188 empresas informantes.

Uso da capacidade

O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria, na série com ajuste sazonal, manteve-se estável em maio ante abril, no patamar de 84,4%, informou a FGV. O Nuci em maio também atingiu o menor nível em 14 meses, segundo mostrou o indicador em termos de média móvel trimestral, que atingiu neste mês patamar de 84,4%, o mais baixo desde março de 2010 (84,0%).

De acordo com a FGV, na série de dados sem ajuste sazonal, o uso de capacidade em maio foi de 84,1%, um patamar levemente superior ao apurado em abril, quando ficou em 84,0%, nesta mesma série, e o mais alto desde dezembro do ano passado, quando estava em 85,3%.