Em janeiro deste ano, a avaliação dos especialistas sobre a economia latino-americana ficou estável. É o que mostrou hoje o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina, que registrou 5,8 pontos, resultado idêntico ao da pesquisa anterior, realizada em outubro de 2010. A conclusão consta da Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pelo Institute for Economic Research at the University of Munich (Instituto IFO) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A sondagem é trimestral e suas respostas são usadas para cálculo do ICE, que é calculado com base em uma escala de zero a nove pontos. Entre os dois componentes do ICE, o Índice da Situação Atual (ISA) avançou de 5,8 para 5,9 pontos e o Índice de Expectativas (IE) recuou de 5,8 para 5,7 pontos, de outubro de 2010 para janeiro de 2011.

Nos 11 países pesquisados para cálculo do indicador, seis registraram aumento no índice de clima econômico, de outubro para janeiro. É o caso de Chile, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai. Cinco países – Venezuela, Colômbia, Bolívia, Brasil e Argentina – apresentaram queda no clima econômico no período. Porém, as quedas ocorridas no Brasil e na Argentina foram de menor intensidade que as registradas nos três primeiros países, de apenas 0,1 ponto porcentual. A sondagem ouviu 143 especialistas em 18 países durante o mês de janeiro.

Inflação

O temor de um aumento da inflação mundial em 2011 cresceu entre os países latino-americanos, segundo a sondagem. A previsão para a taxa de inflação mundial em 2011 saltou de 3,1% para 3,4% de outubro para janeiro. As expectativas de aumento na taxa de juros estão associadas a essa tendência.