Aumentos mais intensos nos preços de Alimentação (de 1,26% para 1,52%) e de Habitação (de 0,63% para 0,76%) levaram à taxa maior do Índice de preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), que passou de 1,05% para 1,09% da primeira para a segunda prévia de maio. Os dados foram divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que detalhou o desempenho do IPC-S de até 15 de maio.

Segundo a FGV, no setor de Alimentação, 14 dos 21 gêneros alimentícios pesquisados registraram acréscimos em suas taxas de variação de preços no período. É o caso de hortaliças e legumes (de 5,77% para 7,89%), frutas (de 0,12% para 0,33%), laticínios (de 2,72% para 2,84%) e alimentos prontos e congelados (de 1,05% para 1,26%). Nos preços de Habitação, a FGV apurou aumentos mais intensos em preços administrados, como taxa de água e esgoto residencial (de 1,29% para 2,27%) e tarifa de eletricidade residencial (de 1,31% para 1,63%).

As outras cinco classes de despesa registraram desaceleração da alta de preços no período. É o caso de Transportes (de 1,94% para 1,56%), Vestuário (de 1,60% para 1,38%), Despesas Diversas (de 0,76% para 0,61%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,35% para 0,26%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,06% para 1,04%).

A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-S de até 15 de maio, os aumentos de preços mais intensos foram apurados em batata-inglesa (32,64%), gasolina (5,12%) e na já citada tarifa de eletricidade residencial. Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas em laranja-pêra (recuo de 12,10%), laranja-lima (baixa de 21,45%) e tomate (queda de 2,68%).