FGV: Alimentação impede IPC-S mais elevado na 2ª prévia

A desaceleração do grupo Alimentação entre a primeira e a segunda leituras de novembro, de 0,65% para 0,52%, influenciada especialmente por alguns produtos in natura, é uma boa notícia no atual cenário de pressão inflacionária, trazendo alívio para o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). A avaliação foi feita nesta segunda-feira, 17, pelo coordenador do IPC-S, Paulo Pichetti, ao comentar a alta de 0,50% do indicador na segunda quadrissemana do mês (últimos 30 dias terminados no sábado, 15), depois de 0,49% na primeira.

“A diferença da semana passada para esta é que a contribuição positiva de alimentos está desacelerando. O índice agregado praticamente não sofreu alteração, mas houve mudança na composição”, disse o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em contrapartida, ressaltou, o reajuste dos combustíveis e o encarecimento nas contas de energia elétrica pressionaram o indicador do período. O item tarifa de eletricidade residencial ficou positivo em 1,53%, enquanto o de gasolina avançou 0,45%. “Pressionaram Habitação e Transportes. Acredito que essa trajetória deve se manter nas próximas semanas”, estimou. Os grupos citados acima pelo professor – Habitação e Transportes – tiveram elevações de 0,63% (de 0,51%) e 0,30% (de 0,19%) na segunda ante a primeira quadrissemana, respectivamente.

As altas registradas em Habitação e Transportes empurraram a taxa positiva dos preços administrados para 1,04% na segunda medição do mês em relação à anterior, no âmbito do IPC-S do período, conforme a FGV.

A despeito da pressão dos administrados na segunda medição do mês e que deve continuar nas próximas pesquisas, Picchetti disse que a projeção para o IPC-S fechado de novembro permanece em 0,50%, e que ficará mais na dependência do comportamento dos alimentos in natura. “Como a desaceleração veio do lado de Alimentação e mais uma vez dos in natura, tudo vai depender do que irá acontecer com esses itens até o final do mês. Sempre fica uma projeção condicionante”, avaliou.

Um dos exemplos citados por Picchetti foi o tomate. Embora o item tenha registrado variação positiva de 9,91% na segunda quadrissemana do mês, levantamentos mais recentes já apontam para queda no preço do produto.

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