Alimentação foi a classe de despesa que mais contribuiu para a deflação menos intensa medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), que passou de -0,04% para -0,01%, entre a quarta quadrissemana de julho e a primeira quadrissemana de agosto. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços dos alimentos diminuíram o ritmo de queda no período (de -0,67% para -0,48%).

Entre os alimentos, foram registradas quedas mais fracas de preços ou acelerações em itens de peso no cálculo da inflação varejista. É o caso de frutas (de -1,99% para -0,63%), laticínios (de 0,17% para 0,49%) e carnes bovinas (de -0,23% para -0,11%).

Também houve acréscimos nas taxas de variação de preços de Educação, Leitura e Recreação (de -0,23% para -0,17%), Habitação (de 0,26% para 0,31%), Despesas Diversas (de 0,06% para 0,10%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,31% para 0,34%).

Em contrapartida, houve queda e desaceleração de preços nos grupos Vestuário (de 0,42% para -0,22%) e Transportes (de 0,33% para 0,20%).

Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas altas de preço foram apuradas em aluguel residencial ( 0,70%); plano e seguro saúde (0,64%); e limão (17,98%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas em batata-inglesa (-19,30%); tomate (-16,04%); e manga ( -12,19%).