O preço do feijão continuará pressionando a inflação neste início de ano, observou o gerente substituto do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, Paulo Monassa. Segundo ele, os preços do produto já estão pressionados com a expectativa de redução, em pelo menos 200 mil toneladas, da produção estimada de 1,9 milhão de toneladas do feijão na primeira safra, por causa de problemas climáticos na Bahia.

Os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro só serão divulgados amanhã pelo IBGE mas, no acumulado de janeiro a dezembro do ano passado, o feijão carioca subiu 144 4% sendo que, somente em dezembro de 2007, o grupo dos feijões chegou a subir 109,2%.

Monassa explica que os problemas na Bahia ocorreram após a coleta de informações para o prognóstico da safra agrícola divulgado hoje, que ocorreu aproximadamente entre os dias 5 e 15 de janeiro. Mas, segundo ele, a queda na produção esperada do feijão no Nordeste, que responde por 40% da safra nacional do produto, "será significativa" já na próxima previsão do IBGE, a ser divulgada em março. "O preço só vai cair se a segunda safra for boa, e isso vai depender das condições climáticas", disse.