A crise política brasileira foi discutida na reunião dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) que ocorreu dias 13 e 14 de junho. Na ata do encontro, divulgada nesta quarta-feira, 5, os dirigentes destacam que a “crescente incerteza política” no Brasil fez o real ter “notável” desvalorização e as taxas (spreads) dos títulos soberanos brasileiros registrarem aumento.

continua após a publicidade

O movimento brasileiro, observa a ata, contrasta com a relativa calma vista no mesmo período nos retornos dos títulos dos mercados emergentes, que “tiveram pouca mudança”, segundo o texto. Enquanto o dólar deu um salto no Brasil no dia que se seguiu às denúncias dos empresários Joesley e Wesley Batista, da JBS, a moeda norte-americana se desvalorizou na comparação com algumas divisas de países desenvolvidos, como o euro e o dólar canadense, e emergentes.

continua após a publicidade

No Brasil, o dólar saiu de R$ 3,13 antes das denúncias da JBS e chegou a bater R$ 3,38 no dia seguinte à delação. O risco-país, medido pela Credit Default Swap (CDS), uma espécie de seguro que protege contra calotes, também deu um salto, saindo da casa dos 200 pontos para 235.

continua após a publicidade

Na ata do Fed, os dirigentes do maior BC do mundo destacam que a expansão econômica nos emergentes, e em países como o Canadá, continuaram a se firmar no primeiro trimestre de 2017 e dão mostras de manter o ritmo no segundo período do ano. Na América Latina, um dos destaques positivos foi a queda da inflação.