Ao comentar o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014, que acumulou 6,41% no ano passado, a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) defendeu que a escalada de preços seja contida com “maior eficiência do gasto público e redução de impostos”. Em análise sobre os dados de inflação divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a entidade ataca a alta carga tributária do País.

Segundo a Fecomércio-RJ, o equilíbrio fiscal é importante, mas não é possível aumentar mais ainda a carga tributária da economia. Daí a importância da eficiência nos gastos públicos. “Para conter a escalada dos preços, a Fecomércio-RJ, como representante do setor, demanda maior eficiência do gasto público e redução de impostos – uma vez que todo consumidor é quem paga impostos embutidos. Na prática, o alívio impactará positivamente as vendas e tenderá a elevar a arrecadação, além de contribuir com a trajetória de queda nos preços”, diz nota enviada pela Federação.

A Fecomércio-RJ destaca o peso dos impostos sobre os preços finais dos produtos. “A carga tributária geral, a que incide no País como um todo e encarece os produtos, é também protagonista numa análise de preços. Só o item alimentação fora do domicílio tem sido um dos mais citados no acompanhamento da evolução recente da inflação, mas pouco se comenta que 32,3% do valor de uma refeição feita num restaurante são impostos. No caso de refrigerantes, a alíquota chega 46,5%. Ou seja, quase metade do valor”, diz a nota.

Ao analisar a inflação de dezembro, os economistas da Fecomércio-RJ citaram os efeitos de choques de alta nos preços agrícolas por razões climáticas. “Apesar do ciclo de desaceleração observado nos preços dos alimentos e bebidas nos últimos meses do ano de 2014, pressões ocorreram por conta dos efeitos derivados dos choques agrícolas, especialmente em função da estiagem em determinadas regiões seguidas por chuvas em outros pontos”.