O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse hoje que o déficit em conta corrente na casa de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) – nível previsto pelo governo para 2010 – não está em nível crítico. Segundo ele, esse déficit é perfeitamente financiável e ainda será bem mais baixo do que os 4% do PIB vivenciados pelo Brasil em passado relativamente recente (antes de 1999).

“Para uma economia com investimentos diretos de US$ 45 bilhões, crescendo entre 5,5% e 6,5% e com inflação sob controle, o déficit em conta corrente não está em um nível considerado crítico”, afirmou em palestra no seminário sobre Juros, Câmbio e Controle de Capitais na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

No evento, ele destacou que as contas externas hoje se ajustam mais rapidamente às variações na economia porque as remessas de lucros e dividendos têm um papel muito maior do que as despesas com juros – fruto da posição externa credora do País. Barbosa afirmou ainda que o déficit externo brasileiro não tem relação com o déficit do governo. “Não é o déficit público que está gerando o déficit externo”, disse.