Economia

Fazenda estuda retomar taxa das blusinhas após alta nas importações

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que pode propor ao presidente Lula o retorno da chamada taxa das blusinhas. A decisão depende da análise de dados sobre importações, que já mostram aumento após o fim da cobrança. Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, Durigan explicou que a equipe coleta informações para avaliar se há desequilíbrio na concorrência com a produção nacional. As informações são da Gazeta do Povo.

A taxa das blusinhas foi criada em agosto de 2024 para incentivar compras no mercado brasileiro. Ela cobrava 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 e 60% acima desse valor. O objetivo era proteger a indústria nacional de plataformas como Shein e Shopee. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que o impacto nos salários foi pequeno, com crescimento de apenas 1% em cada setor.

Durigan já havia sinalizado que a medida poderia ser revista caso houvesse problemas. Agora, ele reforça que a pasta tem controle sobre os dados e pode propor mudanças a qualquer momento se detectar falta de equilíbrio para a produção nacional.

A Confederação Nacional da Indústria entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para retomar a cobrança. A entidade argumenta que a isenção prejudica empresas brasileiras e transfere empregos e renda para o exterior. O ministro Dias Toffoli não concedeu liminar e enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral da República, que ainda não emitiu parecer após um mês.

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