O ministro da Fazenda, Dario Durigan, autorizou a concessão de garantia da União para um empréstimo de R$ 7 bilhões aos Correios. O crédito faz parte do plano de reestruturação da estatal e será obtido de um consórcio formado pelos bancos ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e JP Morgan. O despacho foi publicado nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União. As informações são da Gazeta do Povo.

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A operação terá custo de 114,84% do CDI, taxa que indica quanto a estatal pagará de juros sobre o valor emprestado. A previsão é liberar R$ 5 bilhões na assinatura do contrato e os R$ 2 bilhões restantes até dezembro. Os Correios terão prazo de 15 anos para quitar o empréstimo, com três anos de carência, período em que não precisam pagar as parcelas. Se a empresa for privatizada, o saldo devedor restante deve ser pago antecipadamente.

Os Correios lideram a lista de estatais em crise durante o governo Lula. De acordo com os dados mais recentes, a empresa acumulava um prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026 e patrimônio líquido negativo de R$ 19,9 bilhões.

Os Correios já haviam contratado um empréstimo anterior de R$ 12 bilhões. O contrato foi assinado em 26 de dezembro de 2025 entre a estatal e os bancos Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

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A primeira tentativa de empréstimo previa um valor maior, de R$ 20 bilhões, e envolvia outro grupo de bancos. O Tesouro, porém, considerou muito alta a taxa de cerca de 136% do CDI. A operação posteriormente contratada reduziu o custo para cerca de 115% do CDI.

O prazo total do empréstimo anterior é de 15 anos, o mesmo previsto para o novo crédito. Até o fim do contrato, os Correios devem desembolsar cerca de R$ 34,2 bilhões, valor equivalente a pouco mais do que o dobro da receita líquida da estatal em 2025.

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