Os Estados Unidos impediram 31 cargas originárias do Brasil de entrar no país em dezembro alegando que elas não continham informação adequada em rótulos e embalagens. Entre os produtos identificados com problemas foram listados salgadinhos, extratos de própolis, cosméticos, garrafas, gel ou cremes e cápsulas.
Segundo o Departamento de Economia Internacional do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq-USP, nos últimos meses, a ausência de informações requeridas continua sendo umas das principais causas da detenção de produtos brasileiros nos portos dos EUA.
Por não estarem de acordo com as exigências impostas pelo país, foram barradas, no mês de dezembro, em portos norte-americanos, 1.387 cargas de diferentes produtos, oriundos de diversos países, segundo dados divulgados pelo sistema de suporte (Oasis) da Food and Drug Administration (FDA).
México, China e Índia foram os países com maior número de cargas apreendidas.
O Brasil só perde em cargas barradas para países como Canadá (38), China (139), Alemanha (50), Guatemala (69), Índia (112), Itália (34), Coréia do Sul (37), México (180), Taiwan (38) e Tailândia (38).
Segundo o Cepea, foram anunciadas ainda quatro cargas de leite de coco e duas de água de coco, com alegação de ausência de registro de informações sobre o processo de produção por parte dos fabricantes, conforme requerido pela FDA.
Três cargas de camarões congelados e uma de filé de peixe apresentaram problemas relacionados ao estado de conservação e questionados devido à aparência ruim.


