Brasília (ABr) – As exportações do agronegócio totalizaram US$ 5,236 bilhões em julho, um crescimento de 28,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de US$ 4,072 bilhões. Com importações de US$ 578 milhões (+ 41,6%), a balança comercial do setor registrou no mês um superávit de US$ 4,658 bilhões. Tanto as exportações quanto o superávit são recordes para valores mensais da série históriaca, conforme informou ontem a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os complexos soja e sucroalcooleiro foram os segmentos que mais contribuíram para o incremento das exportações e, juntos, foram os responsáveis por quase 80% da variação absoluta das vendas externas de julho. No caso do complexo soja, as exportações totalizaram US$ 1,438 bilhão, um aumento de 32,9% sobre o US$ 1,082 bilhão do mês de julho do ano passado. O valor exportado pelo setor sucroalcooleiro aumentou 123,2%, atingindo US$ 1,034 bilhão, ante US$ 463,4 milhões em julho de 2005.
Outros produtos que se destacaram na pauta de exportações do agronegócio em julho foram: cereais e suas preparações (514%); sucos de frutas (80,7%); papel e celulose (25,4%); leite, laticínios e ovos (15,3%); couros e seus produtos (15,2%); café, chá, mate e especiarias (14,7%); e madeiras e suas obras (14,6%).
Carnes
As exportações do setor carnes apresentaram um declínio de 15,3% em julho, caindo de US$ 807 milhões para US$ 683 milhões. Mas no caso da carne bovina in natura, houve um aumento de 4,6% no valor exportado, determinado por uma redução da oferta (-10%) e preços 16% superiores.
As vendas externas de carne de frango in natura diminuíram 36%, resultado de uma queda de 30% na quantidade exportada e redução de 8,6% nos preços em relação a igual período do ano anterior. As exportações de carne suína também sofreram retração. Em relação a julho de 2005, a quantidade exportada do produto diminuiu 38,7%, enquanto os preços subiram 7,9%. A SRI destacou o crescimento do valor das exportações das carnes bovina (39%) e de frango (18%) industrializadas.