Preços nada atraentes por
não encontrar vaga na rua.

Encontrar livre uma das 7.593 vagas de estacionamento regulamentado nas ruas de Curitiba está cada vez mais difícil. Para quem precisa estacionar o carro no centro da cidade os estacionamentos pagos acabam sendo a única opção. O crescente número de arrombamentos e assaltos também têm favorecido para que os estacionamentos particulares sejam cada vez mais procurados.

E vale tudo para disputar o cliente. Desde convênios com estabelecimentos comerciais, até serviço de manobrista. Mas essas vantagens podem sair caro. Hoje os preços estão variando entre R$ 1,50 a R$ 5,00 a hora. A gerente de um estacionamento na rua Carlos de Carvalho, Rose de Almeida, diz que não existe uma tabela de preços, e os valores são cobrados pelo ponto. “Se ele fica bem no centro da cidade, tem área coberta, ou outros benefícios, o preço acaba sendo mais elevado”, comenta.

Em algumas regiões da cidade os proprietários de estacionamento acabam fazendo um acordo para manter os preços similares, para evitar concorrência. Quem confirma é o gerente de um ponto na rua 13 de Maio, Marcos da Costa. No local, a permanência por 2h custa R$ 5,00. O mesmo preço é praticado em outro estabelecimento duas quadra abaixo. Com a área é coberta, em dias de chuva o local recebe uma média de 200 veículos por dia, contra 150 nos dias normais.

Mas essa regra não é válida para todos. Na rua Ermelino de Leão há um estacionamento que cobra R$ 2,00 por 1h de permanência. Em frente ao local existe um outro estacionamento onde o preço é R$ 1,50 pelo mesmo período. O gerente Mauro Hinata diz que acha o preço justo, e se aumentar não terá movimento. Ele também explica que como o estacionamento não é coberto, pode cobrar mais barato. “Eu já tenho uma queda no movimento nos dias de chuva, e se aumentar o preço ele cai ainda mais”, revelou.

Caro

Mas os clientes acham que os valores estão elevados. A funcionária pública, Cristina Bueno diz que deixa o carro em estacionamentos particulares porque não acha vaga na rua, e também porque se sente mais segura. “Mas o preço não é justo. Eles tem uma rotatividade grande e poderiam abaixar os valores cobrados”, comentou. O professor José Bonifácio também acha que os preços poderiam ser menores. “Pagar R$ 4,00 por uma hora é caro demais. Acho que R$ 2,00 estava bem pago”, diz. Ele afirma que só deixa o carro em estacionamentos particulares nos dias de chuva ou quando está atrasado e não tem tempo de procurar uma vaga na rua.

Hoje existe apenas uma associação que representa os estacionamentos particulares, mas o representante da entidade, Bruno Bastos, disse que a entidade está sendo transformada em sindicato. Ele não soube informar o número de estacionamentos particulares que existe em Curitiba, mas acredita que já passam de cem pontos. Sobre os valores aplicados, Bastos disse que não existe uma fiscalização, e que os donos estão livres para cobrar o preço que achar melhor.

As vagas de estacionamento regulamento (nas ruas) em Curitiba são administradas pela Diretran. Elas estão distribuídas na região central, e nos bairros do Portão e Bigorrilho. Cada uma das mais de sete mil vagas tem uma rotatividade média de 4 carros por dia.

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