Um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva levaria o Brasil a uma crise fiscal profunda, com consequências econômicas, sociais e institucionais difíceis de reverter. A avaliação é de Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia de Jair Bolsonaro. Sachsida publicou a análise nesta terça-feira (11) na rede social X, afirmando que um novo governo Lula tenderia a gastar mais e hostilizar o mercado. As informações são da Gazeta do Povo.

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O ex-ministro afirma que a blindagem institucional abriria caminho para um roteiro preocupante na economia. Com a dívida pública em trajetória explosiva, juros elevados e expectativas em deterioração constante, o Brasil chegaria a 2028 em uma crise de grandes proporções. Sachsida ressalta que apareceriam soluções heterodoxas, como intervenção crescente na economia e tentativas de controlar o câmbio, medidas que agravariam o problema.

Dívida pública cresce e mercado projeta piora

O endividamento público cresceu fortemente no terceiro mandato de Lula. Em junho deste ano, segundo o Banco Central, a dívida correspondia a 81,9% do PIB, o maior nível desde abril de 2021. A alta foi de 10,3 pontos percentuais em relação ao que Lula recebeu quando assumiu o Planalto em janeiro de 2023.

As expectativas do mercado financeiro para um eventual quarto mandato são pessimistas. Levantamento do Boletim Focus mostra que analistas estimam que o endividamento chegue a 100% do PIB em 2034. A Instituição Fiscal Independente, braço do Senado para acompanhamento das contas públicas, projeta que isso seria alcançado já em 2031.

Juros altos devem continuar pressionando famílias

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Grandes instituições financeiras sinalizam desaceleração na economia para 2027. A XP Investimentos prevê alta real do PIB de 1% para este ano, a menor desde a pandemia, devido ao menor impulso fiscal. A estimativa menos pessimista vem do BTG Pactual, que projeta o endividamento em 86,4% no final de 2027.

O descontrole fiscal deve respingar com força nas famílias e empresas. Os analistas avaliam que o controle da inflação continuará desafiador, obrigando o Banco Central a manter a taxa Selic elevada e o crédito caro. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou o diagnóstico de descontrole fiscal. No dia 6, em entrevista à GloboNews, ele reconheceu que a trajetória da dívida preocupa, mas disse que a equipe econômica pretende realizar ajustes fiscais nos próximos anos para estabilizar o endividamento.

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