Economia

Ex-catador de papelão cria empresa que fatura R$ 100 milhões no PR

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

Sérgio Fagundes, que na infância catava papelão nas ruas de Londrina para ajudar a família, fundou a Insight Energy e hoje lidera uma empresa paranaense que projeta faturar R$ 100 milhões em 2026. Aos 54 anos, ele comanda um negócio que fabrica e repara grandes geradores para clientes como Petrobras e Itaipu. As informações são da Gazeta do Povo.

Após uma infância marcada pela fome e pelo trabalho nas ruas, Sérgio decidiu se tornar eletricista ao notar a estabilidade financeira dos vizinhos que tinham essa profissão. Ele cursou diversas formações no Senai e trabalhou por 20 anos em uma mesma empresa, entrando como auxiliar e saindo como engenheiro elétrico. Durante a graduação, chegou a comprometer metade do salário com as mensalidades.

Fundada em 2010 com um notebook antigo e um plano simples, a Insight Energy foca no nicho de máquinas geradoras de energia de grande porte. A empresa é a única brasileira com capacidade técnica para fabricar e reparar geradores gigantes usados em hidrelétricas e termelétricas. Esse nível de tecnologia permite que ela compita diretamente com multinacionais globais que dominam o setor.

O sucesso da Insight atraiu o interesse da WEG, maior empresa do setor no Brasil, que tentou comprá-la em 2024 para dominar esse nicho específico. O contrato não foi fechado porque a empresa de Sérgio, apesar do crescimento acelerado, ainda não possuía uma estrutura de governança e controles internos necessária para passar por auditorias internacionais exigidas em grandes fusões. Atualmente, o empresário trabalha para profissionalizar essa gestão.

Sérgio aponta que o custo Brasil, que inclui a carga tributária complexa e a falta de infraestrutura, impede o país de prosperar. Ele classifica o sistema de impostos brasileiro como um manicômio que sufoca o crescimento econômico e critica a falta de educação financeira nas escolas, o que leva muitos empreendedores talentosos ao fracasso por não entenderem as regras jurídicas e tributárias do país.

O empresário defende que o lucro não deve ser visto como algo negativo, pois é ele que garante a estabilidade do trabalhador e a segurança das famílias. Com 300 funcionários e uma folha salarial de R$ 2 milhões mensais, ele acredita que sua principal responsabilidade é garantir a solidez do negócio.

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