O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, negou nesta sexta-feira (28) ter corrompido servidores do Banco Central para atender seus interesses. A declaração foi dada em depoimento à Polícia Federal durante investigação de fraudes financeiras bilionárias da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado. As informações são da Gazeta do Povo.

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A Polícia Federal investiga a conduta de dois ex-supervisores do Banco Central, Paulo Sérgio Neves e Souza e Bellini Santana, que teriam sido aliciados por Vorcaro para atuarem como informantes durante as apurações que levaram à liquidação do Master. Segundo a defesa do ex-banqueiro, não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação.

Investigação aponta pagamento de propinas e repasse de dados sigilosos

As investigações indicam que Daniel Vorcaro teria aliciado servidores do Banco Central por meio de pagamentos de propina, uso de empresas intermediárias e oferta de benefícios indiretos. Em troca, os servidores repassavam dados sigilosos e orientações técnicas para tentar evitar a liquidação do Banco Master. A comunicação ocorria por aplicativo de mensagens.

Entre as propinas pagas estavam repasses milionários através de empresas de fachada, transações simuladas de compra de imóveis e custeio de viagens internacionais, como passeios para os parques da Disney. A Polícia Federal aponta que os servidores faziam uma consultoria paralela, orientando Vorcaro tecnicamente em minutas de ofícios enviados ao próprio Banco Central e ao Fundo Garantidor de Créditos.

Defesa afirma disposição para colaborar com esclarecimentos

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O depoimento de Vorcaro havia sido marcado para a semana passada, mas foi adiado a pedido de seus advogados. No começo do mês, a defesa do ex-banqueiro passou a contar com o advogado Daniel Bialski, que pretende tentar um terceiro acordo de delação premiada.

Em nota, a defesa afirmou que Daniel respondeu de forma clara e consistente a todos os questionamentos formulados. A defesa destacou ainda a plena disposição do ex-banqueiro de prestar esclarecimentos mais amplos sobre os fatos, desde que lhe seja assegurada a possibilidade de colaborar.

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