O euro superou pela primeira vez o nível de US$ 1,43, beneficiando-se do enfraquecimento do dólar. A moeda norte-americana continua repercutindo o Livro Bege, sumário das condições econômicas norte-americanas, o número de novas construções nos Estados Unidos (ambos divulgados ontem) e os elevados preços do petróleo, levando o euro à nova cotação máxima histórica de US$ 1,4305, superando o recorde anterior de US$ 1,4283, estabelecido em 1º de outubro.

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O aumento maior do que o esperado no número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA também pesou sobre a moeda norte-americana. O número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana que terminou em 13 de outubro subiu 28 mil, para o nível sazonalmente ajustado de 337 mil, segundo informou o Departamento do Trabalho do país. Foi o maior aumento semanal desde 10 de fevereiro, levando os pedidos para o maior nível desde 14 de abril. A previsão dos economistas era de que os pedidos aumentassem apenas 7 mil.

O Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), alimentou as preocupações de que as condições instáveis do mercado afetem o desempenho da economia no quarto trimestre. A confiança na economia dos EUA foi minada pelo documento, que também indicou que as perspectivas das empresas estão casa vez mais incertas.

Além disso, as novas construções caíram 10,2%, segundo relatório divulgado na quarta, superando as projeções de recuo de 4,2%. Este cenário contribui para elevar as expectativas de um novo corte de juros pelo Fed, principalmente depois que o núcleo do índice de preços ao consumidor ficou em 0,2% em setembro, em linha com o esperado.

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Os preços do petróleo também pressionam o dólar, uma vez que continuam cotados a níveis "desconfortavelmente elevados", na visão de Sophia Hardy, do banco de investimentos UBS.