O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), voltou a defender nesta quarta-feira, 21, que o projeto de revisão do contrato de cessão onerosa da Petrobras seja aprovado pelo plenário do Senado sem emendas, para evitar que o texto precise ser novamente apreciado pela Câmara dos Deputados. As emendas apresentadas pelos senadores buscam que os recursos arrecadados pela União com o leilão do excedente de petróleo na área da cessão onerosa sejam divididos com Estados e municípios.

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Eunício almoçou com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o ministro extraordinário do governo de transição, Onyx Lorenzoni, que prometeram a divisão dos recursos aos governadores. As estimativas para o valor do bônus de assinatura do leilão variam de R$ 100 bilhões a R$ 130 bilhões e há emendas prevendo a repartição de 20%, 30% ou 50% dos recursos com os entes federativos.

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Já o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, é favorável à repartição dos recursos por meio de um compromisso do novo governo em distribuir valores do Fundo Social aos governos regionais.

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“Entendo ser difícil aprovar projeto de cessão onerosa com emendas. Precisamos de entendimento para que matéria não volte para a Câmara”, afirmou o presidente do Senado. Ele lembrou que, caso o texto retorne à Câmara, nada garante que os deputados mantenham a emenda com a divisão de recursos.

Eunício pretende abrir nesta quarta discussão sobre o projeto no plenário, para levá-lo à votação na próxima terça-feira (27). “Buscamos um entendimento que beneficie Estados e municípios e vou me esforçar nas negociações para isso até a próxima terça-feira”, disse Eunício. “O Brasil não é composto apenas de Brasília; não é uma ilha. Os governadores não podem ficar aqui com o pires na mão”, completou.