EUA pressionam e Colômbia não comprará aviões

Bogotá

(Dow-Jones) – A Colômbia decidiu suspender as negociações para adquirir 40 aviões turboélice EMB-314 Super Tucano da Embraer, segundo informações da ministra da Defesa da Colômbia, Martha Lucía Ramírez, a qual afirmou que o governo, em vez da compra, decidiu por restaurar os aviões que já fazem parte da frota colombiana.

“O processo de compra dos aviões foi suspenso”, disse ela em entrevista anteontem ao Canal Uno. Acrescentou que o país tem “outras prioridades” em momentos de um severo ajuste fiscal.

O general James T. Hill, chefe do Comando Sul do Pentágono, enviou uma carta às autoridades colombianas solicitando que o governo reconsiderasse a transação de US$ 234 milhões. A existência da pressão e da carta foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo em reportagem exclusiva publicada no domingo passado, dia 10.

Quando as notícias sobre os temores de Washington foram divulgadas na semana passada, Ramírez afirmou que os EUA pediam à Colômbia que renovasse os aviões de transporte que já possui, porém ela disse que o país necessitava de aviões de caça. Anteontem, Ramírez voltou atrás em suas afirmações e disse aos repórteres que a transação nunca havia sido formalizada e que foi apenas uma recomendação de um comitê que estudava as necessidades de aeronaves da Colômbia.

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