Os Estados Unidos impuseram uma taxa extra de 25% sobre produtos brasileiros que somam US$ 11 bilhões em vendas anuais. A medida atinge principalmente os setores de máquinas, móveis, calçados e têxteis, que dependem fortemente do mercado americano. O governo federal anunciou o plano “Brasil Soberano” para ajudar as empresas afetadas a atravessarem esse período de dificuldade. As informações são da Gazeta do Povo.
A nova tarifa foi aplicada sobre itens que têm os Estados Unidos como principal comprador. No caso de máquinas e equipamentos, a competitividade das empresas brasileiras fica comprometida, dificultando as vendas para o mercado americano. Produtos de grande peso na economia nacional, como petróleo, café, carne bovina e aviões da Embraer, ficaram de fora da lista de cobranças.
O plano “Brasil Soberano” prevê a criação de linhas de crédito especiais pelo BNDES. A ideia é dar fôlego financeiro para que as indústrias consigam encontrar novos compradores em outros países. O objetivo é evitar uma crise maior na indústria nacional neste segundo semestre de 2026.
Muitas empresas já estão redirecionando suas vendas para a América Latina. O setor de móveis, por exemplo, viu a participação dos EUA cair quase pela metade em dois anos, enquanto as vendas para países vizinhos cresceram. A proximidade geográfica e a logística mais barata facilitam essa mudança de estratégia.
Há uma investigação em andamento nos Estados Unidos sobre trabalho forçado que pode gerar uma sobretaxa adicional de 12,5%. Se isso acontecer, o imposto total sobre alguns produtos brasileiros pode chegar a 37,5%, tornando as negociações diplomáticas entre os dois países ainda mais urgentes.
