Ao contrário de anos anteriores, em que a fila de caminhões chegava a 60 quilômetros de extensão, a movimentação de caminhões no Porto de Paranaguá, no Paraná, ocorre sem problemas, com a chegada aproximada de 1,8 mil veículos, dentro da capacidade do pátio. Na tarde desta sexta-feira, tanto a administração do Porto quanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não registraram filas.

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No corredor de exportação de grãos do porto, porém, 66 navios permaneciam ao largo. Desse total, quatro estavam com cargas plenas, 12 com parciais e 50 permaneciam sem cargas. “Os navios que estão sem carga ficam à espera de alguma negociação, mas não ficam sob o controle do porto”, informou a assessoria.

Com a expectativa de safra de grãos recorde, que pode chegar a 44 milhões de toneladas, a tendência é de aumento de até 20% no fluxo de caminhões. Segundo o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, além da frota, os preços dos fretes já começaram a subir.

O valor era de R$ 60 por tonelada no mês passado desde Cascavel ao Porto (520 quilômetros) e agora varia de R$ 70 a R$ 80. Entre Rio Verde (MT) e Paranaguá (1.701 quilômetros), fica em torno de R$ 130 a tonelada. “A tendência é de aumentar ainda mais”, conclui Malucelli.

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