Economia

Estatais federais registram déficit recorde de R$ 7,8 bilhões

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

As empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior valor para o período desde o início da série histórica do Banco Central em 2002. O rombo já supera o total de 2024, quando o déficit somou R$ 6,73 bilhões. As informações são da Gazeta do Povo.

O levantamento do Banco Central não inclui Petrobras, Eletrobras e instituições financeiras públicas. Entre as empresas consideradas estão Correios, Infraero, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev, Hemobrás, Emgepron e Emgea. A metodologia usada pelo BC considera a variação da dívida das estatais, diferente do cálculo do governo que se baseia em receitas e despesas sem contar os juros da dívida.

Correios respondem por maior parte do rombo

Grande parte do resultado negativo vem dos Correios, que registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. Segundo o governo, a estatal deve continuar com elevado déficit em 2026, mesmo com um plano de reestruturação em andamento. As medidas incluem programas de demissão voluntária, revisão dos planos de previdência e saúde, venda de imóveis ociosos e reajustes de tarifas.

Para reforçar o caixa, os Correios contrataram em dezembro de 2025 um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. Em fevereiro deste ano, o Conselho Monetário Nacional autorizou a empresa a buscar mais R$ 8 bilhões em financiamentos com garantia da União.

Governo prevê déficit até 2030

A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviada ao Congresso Nacional, já prevê que as estatais federais permaneçam no negativo até pelo menos 2030. Em maio, o governo autorizou os Correios a ampliar sua atuação comercial, passando a vender seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia por meio de convênios com instituições financeiras. A expectativa é criar novas fontes de receita para reduzir a pressão sobre as contas da empresa.

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