O superávit primário do setor público (economia do governo brasileiro para honrar os juros da dívida pública), no acumulado do primeiro semestre de 2009, foi o pior resultado para o período desde 2002. Segundo dados divulgados hoje pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o superávit primário de janeiro a junho de 2009 somou R$ 35,255 bilhões. Em igual período de 2002, o valor era de R$ 31,903 bilhões.
Altamir relacionou a piora dos dados aos efeitos da crise, que reduziu as receitas e aumentou os gastos do governo. Esse cenário levou o governo central a apresentar o pior resultado desde 2002. Nesse caso, o esforço fiscal ficou em R$ 20,949 bilhões. Nos governos regionais – que tiveram superávit de R$ 15,320 bilhões -, a crise também afetou os dados, mas a piora foi menos intensa, já que o primário ficou no pior patamar desde 2006 para Estados e municípios.
Nas estatais, o comportamento é distinto. Nas contas das companhias federais – que não incluem mais com a Petrobras – o déficit primário do semestre (R$ 2,740 bilhões) é o pior desde o início da série histórica, em 2001. Mas o esforço fiscal das estatais estaduais (R$ 1,544 bilhão) é o melhor desde 2006, enquanto o superávit primário das companhias municipais (R$ 182 milhões) é o mais elevado desde 1991.


