O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse hoje que não acredita na realização da 11ª Rodada de Áreas Exploratórias de Petróleo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) este ano. “Pode acontecer, mas não acredito que seja viável por questão de prazos específicos que são exigidos para a preparação de um leilão como este”, disse, destacando que se ocorresse seria completamente desvinculado das áreas do pré-sal.

Recentemente, o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, havia afirmado que poderiam ser usadas áreas leiloadas na Oitava Rodada (suspensa judicialmente) para ganhar prazo, já que estas possuem licença ambiental para irem novamente a leilão. Tolmasquim disse desconhecer esta possibilidade e afirmou que ainda não há uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para discutir o tema.

Ainda comentando sobre a área do petróleo em entrevista durante o 6º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), Tolmasquim disse que não vê “prejuízos para a Petrobras” no fato de ela ser a única operadora das áreas do pré-sal, segundo o novo marco regulatório, “mesmo que seja em áreas de menor atratividade”. “O risco no pré-sal é pequeno. A Petrobras não terá problemas. No pré-sal, tudo se reverterá em lucro. Uns com lucro maior, outros com lucro menor”, disse, justificando que a razão de a Petrobras ser operadora única é a retenção do desenvolvimento tecnológico no País.