Entidades que representam o comércio e os empresários brasileiros cobraram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais segurança jurídica, responsabilidade fiscal e medidas de apoio ao setor produtivo. As manifestações foram divulgadas nesta segunda-feira (26), após a reeleição do petista com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro. As informações são da Gazeta do Povo.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil defenderam maior diálogo com o governo e políticas para estimular os pequenos e médios negócios. José Roberto Tadros, presidente da CNC, afirmou esperar que a nova gestão seja marcada pelo diálogo, pelo respeito às instituições e pelo compromisso com o desenvolvimento econômico e social.
CNC defende redução de entraves ao desenvolvimento
Tadros defendeu a redução dos entraves ao desenvolvimento e a construção de um ambiente mais favorável aos negócios. Para a CNC, o crescimento sustentável do país depende de competitividade, segurança jurídica e participação do setor produtivo nas decisões do governo. O presidente da entidade destacou o papel do empresariado brasileiro, que segue investindo, empreendendo e gerando empregos mesmo diante das adversidades econômicas.
CACB cobra atualização do Simples Nacional e adiamento da reforma tributária
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, cobrou medidas específicas para micro, pequenas e médias empresas, além de uma política de ajuste fiscal que não comprometa a geração de empregos. A entidade também pediu a atualização dos limites de enquadramento do Simples Nacional, reivindicação que está pendente desde 2018. Outro ponto defendido pela CACB é o adiamento da implantação da reforma tributária para micro, pequenos e médios empresários.
A CACB representa uma rede de 2,3 mil associações comerciais, com presença em todos os estados e regiões do país. A entidade estima que os pequenos e médios empreendedores somam 24 milhões de negócios, respondem por 27% do Produto Interno Bruto e são responsáveis por 55% dos empregos formais. Durante o discurso de vitória, na noite do domingo (25), Lula afirmou que pretende se reunir com diversos setores da economia para discutir políticas públicas e a relação no quarto mandato.
