O empresário Daniel Vorcaro tenta anular provas extraídas do seu celular nas investigações do caso Banco Master, segundo o senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a extinta CPMI do INSS. A estratégia acontece após o fracasso nas tentativas de delação premiada do esquema. As informações são da Gazeta do Povo.
A defesa de Vorcaro planeja explorar possibilidades de nulidade através da cadeia de custódia dos aparelhos, conforme revelou a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo. As mensagens no celular são apontadas pelos investigadores como a principal prova do caso.
Discussão no STF expõe movimento para anular investigações
Um movimento para anular as investigações do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) ficou evidente durante uma discussão entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes. Os ministros julgavam um habeas corpus na Segunda Turma quando Mendes comparou o caso Master à operação Lava Jato, que teve nulidades advindas de decisões da Corte.
Carlos Viana afirmou que o caso não é apenas sobre um banqueiro, mas sobre a forma como o país trata crimes do colarinho branco e estratégias de explorar nulidades em investigações.
Polícia Federal ainda analisa dezenas de aparelhos apreendidos
A Polícia Federal ainda não concluiu a perícia em ao menos três telefones celulares de Vorcaro e cerca de 60 aparelhos eletrônicos apreendidos na operação Compliance Zero. A análise pode levar meses e chegar até 2027.
A partir da perícia em ao menos cinco aparelhos, surgiram evidências de relação próxima de Vorcaro com representantes de todos os poderes e uma possível promiscuidade na atuação de políticos segundo interesses do então banqueiro.
A Gazeta do Povo procurou representantes de Vorcaro para comentar, mas não teve resposta. O espaço segue aberto para suas considerações.
