Foto: Cesar Brustolin/SMCS

Fabricação de meios de transporte contribuiu para a geração de empregos no Estado.

O setor de fabricação de meios de transporte – que inclui não apenas automóveis, mas caminhões e autopeças – ditou, mais uma vez, a dinâmica da geração de empregos no Paraná. Em julho, o emprego no setor cresceu 26,8% na comparação com igual mês do ano passado. Dos 18 setores da indústria pesquisados, onze registraram aumento no Paraná e sete, queda. Com isso, o mês encerrou com crescimento de 1,74% no emprego industrial: desempenho abaixo da média nacional, que foi de 2%. No acumulado do ano, o emprego na indústria do Paraná cresceu 2%, acima da média do País que foi de 1,50%. Os dados foram divulgados, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

Além da indústria de fabricação de meios de transporte, outros setores que registraram bom desempenho em julho, no Paraná, foram produtos químicos, com crescimento de 18,33%, puxado pela fabricação de adubos e fertilizantes; máquinas e equipamentos, com avanço de 8,6% por conta, principalmente, de máquinas agrícolas, e alimentos e bebidas, com incremento de 5,55%. ?O bom desempenho desses setores mostra a recuperação do segmento da agroindústria?, comentou o economista André Macedo, da Coordenação da Indústria do IBGE.

Por outro lado, a indústria da madeira registrou o pior desempenho em julho, com queda de 19% no emprego, seguida pelo setor têxtil (-6%) e vestuário (-5,7%). ?São setores que estão com desempenho negativo não só no Paraná, mas em todo o País?, salientou Macedo. Em todos esses segmentos, o câmbio atual tem prejudicado as exportações e favorecido a entrada de produtos importados e a concorrência, o que leva à redução na produção e no emprego. No caso da madeira, há ainda outro agravante: a fiscalização ambiental ficou mais rígida.

No acumulado do ano (janeiro a julho), a situação não é diferente. A indústria de meios de transportes foi a que registrou maior crescimento no nível de emprego, de 22,8%, seguida por ?produtos químicos? (19,4%). Outro destaque, tanto na variação mensal como no acumulado do ano, foi ?minerais não-metálicos? – com crescimento de 15,3% e 13,4%, respectivamente -, refletindo a recuperação da construção civil. ?Esse setor contempla produtos como cimento, cerâmica, ladrilhos?, explicou André Macedo, do IBGE.

Quanto à folha de pagamento real, o desempenho do Paraná ficou abaixo do nacional, com crescimento de 2,6% em julho na comparação com igual mês do ano passado, e de 3% no acumulado do ano. Na média do País, o aumento foi de 5,5% e 4,6%, respectivamente.

Brasil

Segundo o IBGE, o emprego industrial, em julho, aumentou em 11 das 14 regiões pesquisadas, com destaque positivo para São Paulo (2,9%), Rio Grande do Sul (2,4%) e Minas Gerais (1,9%). Por outro lado, foram observadas reduções do emprego em Pernambuco (-1,8%), Bahia (-1,1%) e Ceará (-0,8%).

Entre os setores pesquisados, o pessoal ocupado aumentou em 11 dos 18 setores na comparação com julho de 2006, com destaque para alimentos e bebidas (4,1%), meios de transporte (8,2%) e produtos de metal (8,4%). Em contrapartida, as contribuições negativas mais significativas vieram de vestuário (-4,7%), madeira (-9,4%) e papel e gráfica (-4,0%).