Reação

Emprego industrial mostra recuperação em Curitiba

A indústria de Curitiba fechou o mês de maio com um saldo positivo de 486 empregos formais e um crescimento de 0,53% no estoque de empregos, em relação a abril.

O número é o maior entre as capitais do País com mais de um milhão de habitantes, e quebrou uma sequência de saldos negativos que já vinha desde novembro do ano passado.

No entanto, a estatística dos primeiros cinco meses de 2009 mostra uma perda de quase 2,8 mil postos de trabalho na indústria de transformação curitibana. E a variação acumulada do ano ainda é negativa, em -2,92%.

O resultado foi divulgado ontem pelo Observatório do Trabalho, que é uma parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a prefeitura de Curitiba.

De acordo com o levantamento, o resultado do período foi o pior, na capital, desde o início da série histórica, em 2000. A indústria de transformação emprega cerca de 92,8 mil trabalhadores em Curitiba, e é responsável por 15,27% do total de empregos formais do município.

A economista Lenina Formaggi, do Dieese, ressalta que o saldo positivo de maio não pode, ainda, ser considerado uma tendência de crescimento. Para ela, apesar dos índices de produção industrial, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estarem mostrando uma recuperação consistente, ainda não estão em patamares confiáveis. “O saldo de Curitiba foi bom, mas talvez tenha sido um fato isolado”, conclui.

Formaggi lembra, também, que fatos recentes, como as 826 demissões ocorridas na Bosch que deverão aparecer nas estatísticas de junho , comprovam que ainda não se pode apontar uma tendência de crescimento no emprego industrial curitibano.

Segundo ela, setores como o de materiais elétricos, comunicações e a indústria mecânica, que em Curitiba são bastante focados em exportações, têm um futuro mais incerto, já que dependem da economia internacional.

Subsetores

Nos números de maio, foram seis os subsetores da indústria curitibana que tiveram resultados positivos: mecânica, alimentos e bebidas, minerais não-metálicos, material elétrico e de comunicações, química e calçados.

Entre os subsetores que perderam postos de trabalho em maio, o principal foi a indústria metalúrgica, com saldo negativo de 150 vagas e variação de -2,02%. O segmento de madeira e mobiliário, que teve uma queda de 1,16% e ficou com 57 vagas a menos em maio, teve o segundo pior desempenho.

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