O emprego na indústria do Paraná cresceu 1% em agosto na comparação com igual mês do ano passado, com resultados positivos em dez das 18 atividades pesquisadas. O desempenho ficou abaixo da média nacional de 2,5%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Paraná, o emprego foi puxado pela indústria de máquinas e equipamentos, com crescimento de 19,1%, alimentos e bebidas, com variação de 4% e produtos de metal (10,4%).

Por outro lado, houve queda de emprego na indústria madeireira (-16%), vestuário (-10,4%) e têxtil (-8,9%). No acumulado do ano, o crescimento de 2,10% no emprego foi resultado do bom desempenho de dez atividades, especialmente indústria de máquinas e equipamentos, com alta de 24,8%, alimentos e bebidas (2,9%) e meios de transporte (8,2%).

“O quadro de empregos é bastante positivo. Por enquanto, a indústria não está sentindo os efeitos da crise norte-americana”, comentou a economista Denise Cordovil, do IBGE.

Com relação à folha de pagamento dos trabalhadores da indústria paranaense, houve incremento real de 7,1% na comparação com agosto do ano passado. Os maiores destaques para esse resultado vieram dos segmentos de máquinas e equipamentos (24,1%), alimentos e bebidas (10,0%) e produtos químicos (21,9%).

País

Em nível nacional, o nível de emprego na indústria em agosto caiu 0,1% em comparação a julho. Já na comparação com agosto do ano passado, houve aumento de 2,5%. De janeiro a agosto, foi verificado crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

De agosto de 2007 a agosto deste ano, houve crescimento dos postos de trabalho em 12 dos 18 setores pesquisados. Máquinas e equipamentos (10,6%) foram os setores que mais empregaram mão-de-obra, seguidos de meios de transporte (8,4%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,7%) e produtos químicos (10%).

Só neste ano, o estudo observou aumento no número de contratações, principalmente, em máquinas e equipamentos (12,3%), meios de transporte (10,3%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,6%) e alimentos e bebidas (2,7%).

O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria teve retração de 0,5% de julho para agosto, porém teve incremento de 6,4% na comparação com agosto de 2007. De janeiro a agosto, o acréscimo foi de 6,6%. Em relação a agosto de 2007, o ganho salarial na indústria foi constatado em 13 das 14 regiões pesquisadas.