A Embraer entregou no início de setembro o 2.000º jato da família E-Jets, um modelo E195-E2 para a Azul. Com isso, a linha de aeronaves da fabricante brasileira entrou no grupo das três mais vendidas da aviação global, atrás apenas das famílias A320, da Airbus, e 737, da Boeing. O marco reforça a posição da empresa de São José dos Campos (SP) como líder mundial no segmento de jatos comerciais de até 150 assentos. As informações são da Gazeta do Povo.

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Desde 2004, quando começou a operar, a família E-Jets está presente em mais de 90 companhias aéreas de cerca de 60 países e já transportou mais de 2,8 bilhões de passageiros. A carteira de pedidos firmes da Embraer atingiu recorde histórico de US$ 34,5 bilhões em julho, o sétimo trimestre consecutivo de crescimento.

O bom momento da companhia acontece enquanto Boeing e Airbus enfrentam crises de capacidade de produção. A Boeing passou por acidentes do 737 MAX em 2018 e 2019, e a pandemia fez as companhias aéreas valorizarem aeronaves menores e mais flexíveis. Enquanto a espera por jatos grandes da Airbus ou Boeing leva de oito a dez anos, a Embraer entrega os modelos E2 em menos de dois anos.

Empresa amplia atuação com jatos executivos e cargueiro militar

O desempenho da Embraer vai além da aviação comercial. No segmento de Defesa e Segurança, a carteira de pedidos chegou a US$ 6,1 bilhões, alta de 42% em relação ao segundo trimestre de 2025. O cargueiro KC-390 Millennium foi vendido para 13 países, incluindo dez unidades para os Emirados Árabes Unidos, o maior contrato internacional do modelo. Analistas estimam o preço entre US$ 170 milhões e US$ 190 milhões por unidade.

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A Colômbia comprou recentemente duas unidades do cargueiro. A Embraer também disputa o fornecimento de 60 a 80 unidades do KC-390 para a Índia e estuda com o grupo Adani a entrada do E175 no mercado civil indiano. A viabilidade de abrir uma linha de produção na Índia depende de um pedido mínimo de 200 aeronaves.

Falta de motores limita ritmo de entregas da fabricante

Apesar do cenário favorável, a Embraer enfrenta gargalos na cadeia de fornecimento. A capacidade instalada permite montar de 100 a 105 jatos comerciais por ano, mas os atrasos, principalmente de motores, limitam as entregas a 80 ou 85 unidades em 2026. A empresa também lida com cerca de 50 contratos de baixa margem firmados durante a pandemia.

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A escassez de componentes eletrônicos, peças de alta temperatura e mão de obra qualificada segue como limitador do ritmo de produção. A Embraer avalia desenvolver um jato de corredor único maior para competir diretamente com Airbus e Boeing, projeto estimado em US$ 10 bilhões. O presidente da empresa, Francisco Gomes Neto, afirma que no momento a companhia está confortável com a situação atual.