O total de investimento estrangeiro direto (IED) em julho, até hoje, soma US$ 3 bilhões. A previsão para o mês é de US$ 3,5 bilhões "ou mais", segundo o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes.

Em junho, o IED foi recorde histórico, ao atingir US$ 10,318 bilhões. Ele destacou que o fluxo de investimento estrangeiro no mês passado surpreendeu e que apesar de ter sido fortemente influenciado por três ou quatro grande operações, também houve um volume grande de recursos disseminados por vários setores.

Altamir afirmou que essas grandes operações somaram por volta de US$ 7 bilhões a US$ 7,5 bilhões, com maior volume concentrado no setor siderúrgico (a operação da Arcelor Mittal, envolvendo cerca de US$ 5 bilhões). Também houve uma operação de cerca de US$ 1 bilhão no setor financeiro e US$ 1,15 bilhão no setor de prestação de serviços de empresas.

"O volume restante está mais disseminado", disse Altamir, que destacou ainda que o volume de IED acumulado no primeiro semestre, de US$ 20,864 bilhões, é maior do que os montantes de IED anuais até 2001, quando somou US$ 22,457 bilhões.

Segundo Altamir, os fundamentos macroeconômicos, o risco País baixo e o processo de fusões e aquisições que se dá em todo o mundo têm contribuído para a elevação do investimento estrangeiro no Brasil. Em relação aos erros de previsão do Banco Central, que esperava US$ 6,5 bilhões para o mês de junho e que para o ano ainda prevê oficialmente US$ 25 bilhões, Altamir disse que "isso é natural" e que, no momento oportuno, o BC irá revisão os dados.