Durante jantar em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula, ontem, em Nova York, o presidente do Grupo EBX, Eike Batista, fez questão de repetir que “o Brasil respeita todos os seus contratos”. O comentário foi feito para uma plateia de empresários, acadêmicos, investidores e autoridades norte-americanas e brasileiras, na abertura do evento que concedeu o prêmio Woodrow Wilson para Serviço Público ao presidente brasileiro.

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Antes da premiação, Lula concedeu audiência para Eike Batista e para o presidente da Exxon Mobil, Rex Tillerson, no hotel Waldorf Astoria. “Eu, como brasileiro desta geração, digo com orgulho que o sucesso das minhas empresas não seria possível sem esse Brasil novo”, afirmou o empresário, referindo-se à estabilidade econômico-financeira no País.

Batista fez ainda elogios à Petrobras. “Agora, com as descobertas, pela nossa valorosa Petrobras, de petróleo na camada do pré-sal, temos a oportunidade de repor as reservas exauridas de petróleo e criar ainda mais riquezas para o Brasil”, disse. No fim de agosto, o governo brasileiro enviou proposta ao Congresso para o novo marco do petróleo para a camada pré-sal. Em viagem a Nova York, este mês, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, enfatizou inúmeras vezes para investidores que as regras continuariam as mesmas para as áreas que já estão sob concessão. Eike Batista também elogiou o presidente Lula. “Tenho certeza de que seu nome já entrou para a galeria de grandes estadistas da nossa historia”, afirmou.

Durante o jantar, o empresário não fez comentários sobre seu suposto interesse em participar do bloco de controle da Vale. Rumores de mercado dão sinais de que Batista tem interesse em comprar a fatia da Previ – o fundo de pensão do Banco do Brasil – na Vale, depois de ver frustrada as negociações que teria feito para adquirir a participação da Bradespar, braço de participações em empresas do Bradesco.

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Lula está em Nova York para os debates da 64ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecem na quarta-feira, dia 23. Depois, seguirá para Pittsburgh, para a reunião de cúpula do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo).