A presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Eduarda La Rocque, disse nesta quarta-feira, 17, não ter sido convidada para comandar a Secretaria do Tesouro Nacional, nem nenhum outro cargo do governo federal. Ela contou ainda que não aceitaria o convite, diante dos compromissos que assumiu com o instituto. Desde que Joaquim Levy foi escolhido com o ministro da Fazenda do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o nome de Eduarda vinha sendo cotado para o posto hoje ocupado por Arno Augustin.

“Não fui convidada. Sou uma admiradora do trabalho do Joaquim Levy”, disse Eduarda, antes de uma coletiva no Rio de Janeiro para apresentar o projeto Pacto do Rio, promovido pelo IPP e parceiros, com o objetivo de gerar uma grande rede autorregulada, autofinanciada e apartidária visando ao desenvolvimento sustentável e à integração da cidade.

“Não recebi convite nenhum e estou supercomprometida com o Pacto do Rio. É um projeto que estamos amadurecendo no IPP há 29 meses, então a gente quer dar muita ênfase. Eu aposto todas as minhas fichas nesse projeto”, disse. Questionada se ela aceitaria o cargo caso fosse convidada, ela respondeu que não.

Eduarda contou que prestou consultoria a Levy enquanto ele era o secretário do Tesouro (de 2003 a 2006). Na época, ela fazia um doutorado de Asset Liability Management, focado na gestão de ativos e passivos para o Tesouro. “Depois, ele foi um dos grandes interlocutores para me trazer para a Secretaria Municipal de Fazenda (do Rio), quando ele era secretário Estadual (da Fazenda do Rio). Então, a gente tem um ótimo relacionamento, mas eu não recebi convite nenhum”, afirmou. A presidente do IPP esclareceu também que não recebeu convite para qualquer outro cargo do governo federal.