O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse nesta segunda-feira que os editais de concessão das Rodovias 116 e 040 serão publicados no fim de maio ou começo de junho. A previsão era de que esses documentos fossem conhecidos em abril. “A 116 e a 040 vão passar por uma reformulação mais profunda”, disse. As demais estradas, que eram a segunda parte, passam a ser a primeira, com a publicação dos editais no final de abril ou começo de maio.

O presidente da EPL salientou que não houve mudanças nos parâmetros ou nas regras das concessões das rodovias. “O que mudou foi a base dos estudos. Estávamos com uma projeção de demanda muito otimista e passamos a ter uma projeção de demanda mais realista”, disse. Com isso, de acordo com ele, o que melhora para o investidor é a diminuição do risco.

Figueiredo participou nesta segunda-feira de palestra para embaixadores de vários países no Palácio do Itamaraty, em Brasília, uma espécie de prévia do Road Show, que busca investimentos no País. Estão previstas apresentações como esta em Nova York, Londres, Tóquio e Singapura. A primeira cidade a sediar a empreitada foi São Paulo, no dia 5.

“É um esforço de promover o programa de investimento nos diversos países. É importante a gente contar com a participação estrangeira, nós não temos aqui no Brasil nem toda a capacidade de investir e nem toda a capacidade de executar, então vamos ter contar com o ambiente favorável que existe lá fora para trazer empresas para participar do programa”, disse, defendendo a importância dos road shows.

Sem mudanças em portos

Em relação aos portos, Figueiredo assegurou que não haverá mudanças profundas em portos, mas admitiu que talvez possam haver alguns ajustes. “Tenho lido sobre os protestos. A lei pode ter ajustes, mas os conceitos foram bem recebidos, resolvem as questões principais que a gente tem na área”, avaliou.

De acordo com o presidente da EPL, se a decisão for por mudanças, elas serão fruto de discussões que o governo tem tratado com o mercado. “Não acho que tenha de ter uma reversão ou uma mudança mais profunda do que está estabelecido como marco, mas com o estudo de cada caso, pode ter um ajuste”, considerou.

Sobre ferrovias, Figueiredo salientou que o programa foi lançado em agosto e que os quatro primeiros meses foram usados para elaboração de estudos. “Na parte de rodovia, a gente tem feito um diálogo intenso com os investidores, essas adequações que foram lançadas no começo deste mês foi produto desse diálogo. Vamos começar agora na parte ferroviária, com os primeiros resultados dos estudos”, disse. Ele acrescentou que alguns itens já passaram por revisão, mas que, pelo menos por enquanto, não há nenhuma revisão mais importante a ser adotada.