Análises dos economistas do mercado financeiro apontam para um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o índice oficial de inflação do País, em maio em torno de 0,45%. Se confirmadas as estimativas, o resultado representaria desaceleração em torno de 0,32 ponto porcentual ante o IPCA de abril, de 0,77%, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para junho, os economistas esperam forte desaceleração do índice, podendo chegar até mesmo muito próximo da estabilidade.

Levantamento relâmpago realizado na sexta-feira (6) com 24 instituições financeiras, após a divulgação do nível de 0,77% em abril, aponta, para junho, um IPCA entre 0,04%, projeção do Itaú Unibanco, e 0,43%, aposta do Banco Fator. A mediana e a média ficaram em 0,19%; a previsão mais citada foi de 0,20%. Todas as casas consultadas enfatizaram que suas projeções são preliminares e certamente serão revisadas até às vésperas da divulgação do dado pelo IBGE.

Para os economistas do mercado, o comportamento da inflação em maio tende a ser favorecido pelo desempenho dos grupos Alimentação e Bebidas, Saúde e Transportes. Além disso, os analistas lembraram que os efeitos da política monetária, promovida pelo Banco Central por meio das altas de juros, tendem a chegar à inflação.

Para a Alimentação, eles aguardam um reflexo do comportamento baixista das commodities (matérias-primas); e para o grupo Saúde, a saída gradual dos impactos dos reajustes do remédios. Para Transportes, dão como certa a reversão nos preços do etanol e da gasolina, que, em abril, subiram juntos 6,53% e foram responsáveis por 0,30 ponto porcentual do IPCA.