A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Daniella Marques, afirmou que o Brasil não tem credibilidade para discutir ajustes no salário mínimo ou uma nova reforma da Previdência antes de enfrentar o debate sobre privilégios fiscais e penduricalhos do funcionalismo público. As informações são do Estadão.
Marques criticou a política fiscal do governo Lula (PT) e disse que o petista “queimou” os esforços da gestão Jair Bolsonaro (PL), que aprovou a reforma da Previdência. Segundo a economista, a reforma resultou em R$ 800 bilhões para os cofres públicos, podendo chegar a quase R$ 1 trilhão com medidas antifraudes.
“Esse esforço que era para dez anos, o Lula queimou inteiro, queimou em decisões malfeitas, em más escolhas. Tentou elevar impostos e criar impostos para fechar o buraco, não corta na carne”, declarou em entrevista.
Governo pretende cortar dez ministérios
A economista defende que o debate sobre o aumento real do salário mínimo precisa considerar o corte de privilégios e o enxugamento da estrutura pública. Ela citou como exemplo o pagamento de verbas indenizatórias para magistrados no país.
“Quando você fala do aumento real do salário mínimo, mesmo na conta da Previdência, você está falando de R$ 40, R$ 80. Enquanto em juros, na dívida do consignado, você está tirando R$ 200”, calculou.
Campanha propõe redução da máquina pública
Além dos cortes de privilégios, Marques afirmou que o eventual governo de Flávio Bolsonaro pretende cortar pelo menos dez ministérios. “Não há moral com a população brasileira para discutir qualquer outro ajuste estruturante enquanto a gente não der transparência para o que está acontecendo com o dinheiro público, seja em penduricalhos, seja em privilégios tributários”, reforçou.
